Toda a história de Maria Filomena Mónica, a mais insubmissa das intelectuais portuguesas.
Uma rebelde de minissaia, loura e gira, que assustava os rapazes seus contemporâneos. Era assim que viam Maria Filomena Mónica quando, contrariando a mãe, se inscreveu na Faculdade de Letras para estudar Filosofia.
Insubmissa, nunca fez o que se esperava dela: casou cedo, foi mãe cedo, separou-se cedo e, também cedo, doutorou-se em Sociologia pela Universidade de Oxford. Investigadora na área das ciências sociais e professora universitária, Maria Filomena Mónica é autora de uma longa lista de livros, sejam eles biografias (como a de Eça de Queiroz), de análise social (Os Ricos e Os Pobres), de crónicas (Os Sentimentos de Uma Ocidental), ou autobiográficos (Bilhete de Identidade, a obra em que põe a sua infância e a sua juventude a nu).
Agora, aos oitenta anos, faz neste Uma Longa Viagem com Maria Filomena Mónica umbalanço de vida. Nestas páginas, ficamos a conhecer a análise da socióloga, cronista e investigadora, bem como as suas visões sobre Portugal e os principais acontecimentos das últimas décadas. Mas também nos mostram o lado pessoal da rapariga atrevida que nunca permitiu que a classificassem como uma «boneca bonita»: desde a sua experiência em Oxford, em contraste com um país amordaçado pela ditadura, aos amores que viveu, passando pelos filhos, as netas, a relação conturbada com a mãe e o modo como encara a doença e a morte.
Sempre atenta e com uma opinião, revela com humor a única situação que lhe passou ao lado: «Nunca fui vítima de assédio sexual. Provavelmente, porque estava distraída.»
| ISBN | 9789896663834 |
|---|---|
| Ano | 2023 |
| Número de páginas | 312 |
| Capa | Brochada |
| Editora | Contraponto |
| Categorias |
Livros > Literatura
João Céu e Silva
João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, e viveu no Rio de Janeiro, onde se licenciou em História. Desde 1989 que é jornalista e colaborador do Diário de Notícias. Recebeu em 2021 o prémio Carreira de jornalismo do festival literário Escritaria e publicou nesse mesmo ano Uma Longa Viagem com Vasco Pulido Valente, volume de uma série que conta com outros autores: José Saramago, António Lobo Antunes, Miguel Torga, Álvaro Cunhal, Maria Filomena Mónica e Manuel Alegre. Além da investigação literária, tem a histórica: Álvaro Cunhal e as Mulheres Que Tomaram Partido, 1961 – O Ano Que Mudou Portugal, 1975 – OAno do Furacão Revolucionário e Fátima –A Profecia Que Assusta o Vaticano. Em 2013, recebeu o Prémio Literário Alves Redol, com o romance A Sereia Muçulmana. Na ficção publicou também 28 Dias em Agosto, A Hora da Ilusão, Adeus África, Adeus Casablanca e A Segunda Vida de Fernando Pessoa. Em 2022, recebeu o Prémio Joaquim Mestre pelo romance Guadiana, da Associação de Escritores do Alentejo. |


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